Old St Paul’s Cathedral|

Antiga Catedral de São Paulo

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Apurva Sinha

·10 min read

A antiga Catedral de São Paulo, em Londres, era uma estrutura medieval icônica no coração da Inglaterra.

A construção da catedral começou em 1087 e foi concluída em 1314, estendendo-se por mais de dois séculos.

Foi um marco religioso e arquitetônico significativo até sua destruição durante o Grande Incêndio de Londres em 1666.

Construção

A catedral foi encomendada por Guilherme, o Conquistador, após a Conquista Normanda da Inglaterra.

O local escolhido para sua construção foi no topo de Ludgate Hill, o ponto mais alto da cidade.

O estilo arquitetônico da antiga Igreja de São Paulo era predominantemente românico, caracterizado por arcos arredondados, paredes grossas e janelas pequenas.

Foi projetado para exibir a grandeza da dinastia normanda e simbolizar o poder religioso e a autoridade da Igreja Católica.

A catedral foi construída principalmente com pedra calcária de Kent extraída em Maidstone, embora outros materiais como calcário e mármore também tenham sido utilizados.

Andaimes de madeira e guindastes foram utilizados para auxiliar na construção da imponente estrutura.

A catedral tinha uma planta cruciforme, com nave, transeptos, coro e capelas.

Possuía uma magnífica torre central, que atingia uma altura de cerca de 150 metros, tornando-a uma das estruturas mais altas de Londres na época.

O interior apresentava decorações ornamentadas, vitrais e entalhes em pedra intrincados, demonstrando a maestria arquitetônica dos artesãos medievais.

A antiga igreja de St. Paul passou por diversas reformas e ampliações ao longo de sua existência, o que contribuiu para seu esplendor e tamanho.

Era um centro para cerimônias religiosas, eventos reais e o local de sepultamento de inúmeras figuras proeminentes, incluindo bispos, cavaleiros e até monarcas.

Infelizmente, a catedral teve um destino trágico em 1666, quando um incêndio devastador consumiu grande parte de Londres.

Christopher Wren, um arquiteto renomado, foi posteriormente encarregado de projetar e construir a nova Catedral de São Paulo.

Interior

Interior
Imagem: guidelinestobritain.com

A antiga Catedral de São Paulo era uma catedral medieval localizada na cidade de Londres, Inglaterra.

Foi a principal igreja de Londres desde a sua conclusão no século XIV até ser destruída no Grande Incêndio de Londres em 1666.

O interior da antiga Catedral de São Paulo era um magnífico exemplo da arquitetura gótica e continha diversas características notáveis.

O espaço central da catedral, a nave, era uma área longa e larga que se estendia da entrada até os transeptos.

Era ladeada por colunas e arcos, criando uma sensação de grandeza e altura.

Transeptos

A antiga Catedral de São Paulo tinha uma planta cruciforme, ou seja, um transepto que cruzava a nave, formando uma cruz.

Os transeptos abrigavam capelas e altares dedicados a vários santos, frequentemente adornados com intrincadas esculturas em pedra.

Coro

Localizado na extremidade leste da catedral, o coro era o local onde o clero e os membros do coro realizavam os serviços litúrgicos.

Era separada da nave por um biombo ou retábulo, frequentemente decorado de forma elaborada com estátuas e esculturas.

Altar-mor

Altar-mor
Imagem: flickr.com

O altar-mor era o ponto focal do coro e a área mais sagrada da catedral.

Geralmente era erguida sobre uma plataforma e adornada com decorações elaboradas e símbolos religiosos.

Capelas laterais

A antiga Catedral de São Paulo possuía inúmeras capelas laterais ao longo da nave e dos transeptos.

Essas capelas eram dedicadas a santos específicos, guildas ou indivíduos ricos que financiaram sua construção.

Cada capela possuía seu próprio altar e frequentemente continha decorações ornamentadas e túmulos.

Vitrais

As janelas da catedral eram parte integrante do seu interior.

Eles apresentavam vitrais vibrantes retratando cenas bíblicas, santos e outras imagens religiosas.

As janelas permitem que a luz colorida penetre no interior, criando uma atmosfera serena e inspiradora.

Túmulos e Monumentos

A antiga Catedral de São Paulo abrigava inúmeros túmulos e monumentos dedicados a personalidades proeminentes, incluindo bispos, membros da realeza e figuras militares.

Esses memoriais eram frequentemente adornados com esculturas e epitáfios intrincados.

Essas são apenas algumas das características interiores que a antiga Catedral de São Paulo apresentava; só podemos imaginar a serenidade que ali devia ser!

Caminhada de Paulo

Caminhada de Paulo
Imagem: commons.wikimedia.org

A nave central da antiga Catedral de São Paulo, também conhecida como corpo principal da igreja, era um elemento arquitetônico proeminente da catedral.

Na antiga Catedral de São Paulo, a nave central estendia-se por aproximadamente 179 metros (586 pés), tornando-a uma das naves mais longas da Europa na época.

Esse longo nome central, portanto, fez com que o local ganhasse o nome de Paul's Walk (Passeio de Paulo).

A nave central era uma área longa e espaçosa que se estendia da entrada da catedral em direção ao altar.

Caracterizava-se por um teto alto e abobadado, sustentado por colunas e arcos.

A nave central era tipicamente mais larga e mais alta do que as naves laterais, criando uma sensação de imponência e enfatizando sua importância dentro do projeto geral da catedral.

As colunas e os arcos eram frequentemente adornados com entalhes, esculturas e motivos ornamentais, demonstrando o talento artesanal da época.

Os vitrais permitem que a luz penetre na nave, criando uma atmosfera colorida e inspiradora.

A nave central era o principal espaço de reunião para cerimônias religiosas, cultos e outros eventos importantes.

A igreja podia acomodar grandes congregações, e sua grandiosidade e beleza arquitetônica tinham o propósito de inspirar um sentimento de admiração e reverência nos visitantes.

A nave central da antiga Catedral de São Paulo desempenhou um papel significativo na vida religiosa e cultural da Londres medieval.

Suas impressionantes características arquitetônicas e sua grande escala simbolizavam a identidade espiritual e cívica da cidade.

Destruição da antiga Catedral de São Paulo – o que levou a isso?

Destruição da antiga Catedral de São Paulo – o que levou a isso?
Imagem: encyclopediavirginia.org

O declínio da antiga Catedral de São Paulo pode ser atribuído a diversos fatores ao longo de sua longa história.

Construída no século XI, foi uma das catedrais medievais mais importantes da Inglaterra até sua destruição no Grande Incêndio de Londres em 1666.

A construção da antiga Catedral de São Paulo começou em 1087 e levou várias décadas para ser concluída.

Com o passar do tempo medieval, a catedral enfrentou inúmeros desafios, incluindo restrições financeiras, problemas de manutenção e danos periódicos causados por incêndios.

No século XVI, a dissolução dos mosteiros pelo rei Henrique VIII afetou instituições religiosas, incluindo a Catedral de São Paulo.

Em 1538, a catedral foi despojada de seus tesouros, incluindo metais preciosos e relíquias, como parte do processo de dissolução.

A remoção desses bens valiosos enfraqueceu a estabilidade financeira da catedral e diminuiu sua importância cultural.

A Guerra Civil Inglesa (1642-1651) teve um impacto prejudicial na Catedral de São Paulo.

A catedral sofreu danos e negligência durante o conflito entre os Parlamentaristas (Cabeças Redondas) e os Monarquistas (Cavaleiros).

Foi utilizado como estábulo para cavalos, depósito de munições e alvo para disparos de artilharia.

A guerra causou graves danos estruturais à catedral, levando a uma deterioração do seu estado geral.

O Grande Incêndio de Londres (1666), que começou em uma padaria próxima e devastou a cidade por três dias, foi a gota d'água no declínio da catedral.

O fogo se alastrou rapidamente e consumiu muitas estruturas antigas de madeira, incluindo a Catedral de São Paulo.

O incêndio destruiu a maior parte do edifício, deixando intactos apenas a sua estrutura de pedra e a icônica torre.

Após o Grande Incêndio, foram elaborados planos para reconstruir a Catedral de São Paulo, e a tarefa coube a Sir Christopher Wren.

Grande Incêndio de Londres (1666)

O Grande Incêndio de Londres foi o último incêndio na antiga Catedral de São Paulo que causou a maior destruição.

O Grande Incêndio de Londres foi um evento catastrófico que ocorreu em 1666 e impactou profundamente a cidade de Londres.

O incêndio começou em 2 de setembro de 1666, em uma padaria na Pudding Lane, propriedade de Thomas Farriner.

A causa exata do incêndio permanece incerta, mas acredita-se que uma faísca ou brasa do forno da padaria tenha incendiado algum material combustível próximo.

O incêndio se alastrou rapidamente devido a diversos fatores, incluindo ventos fortes, ruas estreitas e a predominância de construções de madeira na cidade.

O Grande Incêndio de Londres devastou a cidade por três dias, consumindo uma parte significativa dela.

O incêndio consumiu aproximadamente 87 igrejas, incluindo a Catedral medieval de São Paulo, 13.200 casas e inúmeros outros edifícios.

O terremoto devastou a zona comercial e deixou cerca de 70.000 dos 80.000 habitantes da cidade sem-teto.

Apesar da destruição generalizada, o Grande Incêndio permitiu que Londres se reconstruísse.

O arquiteto Sir Christopher Wren desempenhou um papel crucial na concepção de um novo plano para a cidade e na supervisão da reconstrução de edifícios, incluindo a icônica Catedral de São Paulo.

Consequências

O fogo se alastrou rapidamente pela cidade devido aos fortes ventos e às estruturas predominantemente de madeira da época.

A Catedral de São Paulo foi consumida pelas chamas e sofreu grandes danos.

Os andaimes de madeira erguidos para as obras de restauração contribuíram para a rápida propagação do fogo dentro da catedral.

Apesar da destruição, a estrutura de pedra da catedral sobreviveu ao incêndio.

A icônica torre, projetada por Sir Christopher Wren, também permaneceu intacta.

No entanto, o telhado, os acessórios interiores de madeira e a maioria dos elementos decorativos foram destruídos ou gravemente danificados.

A catedral abrigava inúmeros artefatos valiosos, incluindo pinturas, esculturas, vitrais e a biblioteca.

Após o incêndio, Sir Christopher Wren, um arquiteto proeminente, foi encarregado de reconstruir a Catedral de São Paulo.

O projeto de Wren para a nova Catedral de São Paulo tinha como objetivo incorporar elementos arquitetônicos góticos e clássicos.

O processo de reconstrução levou várias décadas, estendendo-se de 1675 a 1710.

O projeto envolveu a construção de uma nova cúpula, a reconstrução do interior e a adição de detalhes decorativos complexos.

O resultado foi uma magnífica obra-prima que se tornou um dos marcos mais icônicos de Londres, conhecida como a Catedral de São Paulo que vemos hoje.

Embora o incêndio tenha causado grandes danos à catedral, também permitiu que Wren criasse uma obra-prima arquitetônica que simboliza a resiliência e a renovação de Londres.

Sepultamentos notáveis na antiga Catedral de São Paulo

Sepultamentos notáveis na antiga igreja de St. Paul
Imagem: patriottoursnyc.com

A antiga Catedral de São Paulo foi o local de descanso final de inúmeras personalidades notáveis ao longo de sua história.

Aqui estão alguns dos sepultamentos notáveis que ocorreram na catedral:

  • João de Gaunt (1340-1399)
  • William de Montagu (1328-1397
  • João Beauchamp, 1º Barão Beauchamp (1274-1336)
  • Sir Philip Sidney (1554-1586)
  • Sir Christopher Wren (1632-1723)
  • John Donne (1572-1631)

Além disso, algumas áreas da cidade oferecem estacionamento gratuito em feriados bancários.

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Perguntas frequentes

1. O que aconteceu com a antiga Catedral de São Paulo?

2. Quem foi sepultado na antiga Catedral de São Paulo?

3. Qual a idade da Catedral de São Paulo em Londres?

Imagem em destaque: STpauls.co.uk