
História da Abadia de Westminster
Apurva Sinha
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De um pequeno mosteiro à sua transformação em uma grande abadia, descobriremos os momentos cruciais e as figuras influentes que moldaram seu destino.
Ao longo dos séculos, testemunhou coroações, casamentos e funerais que refletem as mudanças nos rumos da política, da cultura e da sociedade.
Mas a Abadia de Westminster é mais do que apenas um repositório de história.
Vamos explorar as cerimônias de coroação que ocorreram dentro de seus muros sagrados, onde reis e rainhas foram ungidos e coroados.
História da Abadia de Westminster
No coração de Londres encontra-se a Abadia de Westminster, uma magnífica obra-prima arquitetônica que é um testemunho de séculos de história, espiritualidade e patrimônio cultural.
Desde suas humildes origens anglo-saxônicas até seu papel como local de coroação e sepultamento de monarcas britânicos, a abadia entrelaça os fios do tempo.
Origens anglo-saxônicas (séculos VII a XI)

As origens da Abadia de Westminster remontam ao século VII.
No século VII, presume-se que um pequeno mosteiro anglo-saxão, conhecido como Westminster, tenha sido estabelecido no local.
Aqui, uma comunidade de monges vivia uma vida de oração e contemplação, cultivando as sementes da espiritualidade que mais tarde floresceriam em uma maravilha arquitetônica.
Conquista e Construção Normanda (séculos XI-XII)
A conquista normanda da Inglaterra em 1066 trouxe mudanças profundas.
Essas mudanças incluem a transformação da Catedral de Westminster na grandiosa abadia em estilo normando que conhecemos hoje.
Sob o patrocínio do rei Eduardo, o Confessor, teve início a construção da abadia.
A abadia foi concluída por volta de 1090, apresentando uma planta cruciforme com uma torre central, transeptos e uma nave.
A grandiosidade e a opulência da abadia eram um testemunho da genialidade arquitetônica de Norman.
A Abadia simbolizava o poder e a autoridade recém-adquiridos dos reis normandos.
Esplendor Gótico (séculos XIII a XVI)
Durante o período gótico, a Abadia de Westminster passou por transformações significativas que consolidaram seu status como uma obra-prima da arquitetura.
Sob o patrocínio do rei Henrique III, um fervoroso defensor da arquitetura gótica, a abadia passou por uma notável metamorfose.
Teve início a construção da parte oriental da abadia, incluindo a Capela de Nossa Senhora, famosa por sua beleza etérea e intrincado trabalho em pedra.
O coro, o presbitério e os transeptos orientais foram reconstruídos no elegante estilo gótico inglês primitivo.
Isso incluía arcos ogivais imponentes e amplos vitrais que banhavam o interior com luz celestial.
A Capela de Henrique VII e o Legado Tudor (séculos XV e XVI)
Uma joia da coroa arquitetônica da Abadia de Westminster, a Capela de Henrique VII ergue-se como um testemunho da opulência e das conquistas artísticas da era Tudor.
Encomendada pelo rei Henrique VII, esta magnífica capela foi concluída em 1519.
Seu requintado estilo gótico perpendicular é adornado com intrincadas abóbadas em leque, delicadas esculturas em pedra e deslumbrantes vitrais.
A capela serve como local de descanso final para Henrique VII e sua esposa, Elizabeth de York, simbolizando seus papéis fundamentais na dinastia Tudor.
Restauração e Transformações Modernas (séculos XIX a XXI)

No século XIX, a Abadia de Westminster passou por uma restauração significativa para preservar sua integridade histórica e arquitetônica.
A restauração, liderada pelo arquiteto Sir George Gilbert Scott, teve como objetivo reviver o esplendor medieval da abadia e solucionar problemas estruturais.
Este extenso projeto revitalizou a abadia, garantindo sua continuidade como um valioso patrimônio nacional.
Ao longo dos séculos XX e XXI, a Abadia de Westminster permaneceu um símbolo vibrante do patrimônio e da espiritualidade britânica.
Conexões Reais
A Abadia de Westminster está há muito tempo entrelaçada com a rica história da monarquia britânica, servindo como ponto central para cerimônias reais como funerais e coroações.
Com sua imponência e importância histórica, a abadia é um testemunho da relação entre a Coroa Britânica e este icônico local de culto.
Junte-se a nós enquanto exploramos as ligações com a realeza que moldaram a história da Abadia de Westminster.
Coroações
Desde a Conquista Normanda, a Abadia de Westminster tem sido o local tradicional para as coroações dos monarcas ingleses e britânicos.
Cada cerimônia de coroação realizada dentro dos muros sagrados da abadia simboliza a solene transferência da autoridade real.
Desde a coroação de Guilherme, o Conquistador, em 1066, até a coroação da Rainha Elizabeth II em 1953, a Abadia de Westminster testemunhou gerações.
A coroação mais recente foi a do Rei Charles III e da Rainha Camilla, no sábado, 6 de maio de 2023.
sepultamentos

A Abadia de Westminster tem sido o local de descanso eterno de monarcas e membros da família real durante séculos.
Os salões e capelas sagrados da abadia testemunham a grandiosidade dos sepultamentos reais, tornando-se locais de peregrinação e memória.
Entre os túmulos e sepultamentos reais notáveis na Abadia de Westminster, incluem-se os de:
- Eduardo, o Confessor, foi o único rei da Inglaterra a ser canonizado como santo.
- Henrique III
- Eduardo I
- Henrique VII.
Casamentos Reais
A Abadia de Westminster testemunhou inúmeros casamentos reais, cativando a imaginação da nação e do mundo.
Essas celebrações de união unem amor e tradição, evidenciando os laços entre a monarquia britânica e a abadia.
Alguns dos casamentos reais mais notáveis realizados na Abadia de Westminster são:
- Rainha Elizabeth II ao Príncipe Philip em 1947
- Princesa Margaret para Antony Armstrong-Jones em 1960
- Príncipe William para Catherine Middleton em 2011
Esses casamentos, repletos de história e pompa, tornaram-se momentos memoráveis tanto para a abadia quanto para a família real.
Funerais de Estado e Luto Nacional
Em momentos de luto nacional, a Abadia de Westminster desempenhou um papel significativo na homenagem e comemoração do falecimento de monarcas e figuras proeminentes.
Os funerais de Estado têm sido realizados dentro da abadia, marcados por procissões solenes e cerimônias elaboradas.
Entre os funerais de Estado notáveis, destacam-se o de Sir Winston Churchill em 1965 e o de Diana, Princesa de Gales, em 1997, que capturaram a atenção e causaram tristeza em toda a nação.
A Abadia Hoje

Erguendo-se majestosamente no coração de Londres, a Abadia de Westminster continua sendo uma instituição vibrante e reverenciada, apreciada por sua importância histórica, religiosa e cultural.
Hoje, a abadia desempenha múltiplas funções, atraindo visitantes de todo o mundo e participando ativamente da vida da nação.
Local de culto
A Abadia de Westminster continua sendo um local de culto ativo, realizando serviços religiosos regulares, incluindo orações diárias, vésperas com coral e cultos dominicais.
Proporciona um santuário tranquilo para reflexão espiritual e um local para ocasiões religiosas especiais.
Cerimônias Reais
Mantendo sua tradição secular, a Abadia de Westminster continua sendo o local de coroação dos monarcas britânicos.
A abadia ganha vida com pompa e circunstância quando um novo monarca ascende ao trono.
Sepultamentos e homenagens
A Abadia de Westminster continua sendo o local de descanso eterno de figuras proeminentes, incluindo membros da família real, estadistas renomados, poetas e cientistas.
O Canto dos Poetas, localizado dentro da abadia, é um espaço reverenciado por figuras literárias notáveis como William Shakespeare, Geoffrey Chaucer, etc.
Marco Cultural
A Abadia de Westminster atrai milhões de visitantes anualmente, que se maravilham com sua arquitetura impressionante, artefatos históricos e rica história.
Perguntas frequentes
1. Quando a Abadia de Westminster foi construída e por quem?
A Abadia de Westminster remonta ao século VII e era originalmente um pequeno mosteiro beneditino na Ilha de Thorney. A fase mais significativa de construção e expansão ocorreu durante o período normando, sob o patrocínio do Rei Eduardo, o Confessor.
2. Por que a Abadia de Westminster não foi destruída?
A Abadia de Westminster conseguiu evitar a destruição ao longo de sua longa história devido a vários fatores-chave: a Abadia de Westminster está intimamente ligada à monarquia britânica desde a sua fundação. A Abadia de Westminster teve imensa importância religiosa ao longo dos séculos como local de culto e símbolo do cristianismo. A Abadia de Westminster é uma obra-prima arquitetônica que representa vários estilos e períodos da arquitetura inglesa e europeia, incluindo influências normandas e góticas. A Abadia de Westminster ocupa um lugar especial no coração do povo britânico e é amplamente considerada um símbolo da identidade nacional.
3. Por que a Abadia de Westminster é chamada de Abadia?
A Abadia de Westminster é chamada assim devido às suas origens históricas como um mosteiro beneditino. O termo se refere a um complexo ou instituição onde monges ou freiras vivem de acordo com uma ordem religiosa. Um abade ou abadessa geralmente a lidera.
4. A Abadia de Westminster foi construída inicialmente como uma igreja católica?
Sim, a Abadia de Westminster foi inicialmente construída como uma igreja católica.
5. A Abadia de Westminster é católica ou episcopal?
A Abadia de Westminster é uma igreja episcopal (anglicana). Esta Igreja Anglicana, também conhecida como Igreja da Inglaterra ou Igreja Episcopal em alguns países, é a igreja nacional da Inglaterra.
6. Quem é a pessoa mais famosa sepultada na Abadia de Westminster?
Algumas personalidades famosas sepultadas na Abadia de Westminster são: Charles Darwin, Charles Dickens, Rudyard Kipling, Stephen Hawking e David Livingstone.
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